Metrô

Metrô é um jogo onde você e os demais jogam como donos de companhias de trens na cidade e constroem linhas de trem com os caminhos que saem e chegam em estações com tiles de caminhos com os trilhos.

https://boardgamegeek.com/boardgame/559/metro

O jogo utiliza tiles quadrados com caminhos que devem ser colocados em espaços no tabuleiro seguindo o direcionamento de uma flechinha que existe tanto nos tiles quanto no tabuleiro sempre respeitando a regra que o tile recém colocado deve estar ortogonalmente próximo a outro já colocado ou a um ponto de partida.

Para ser justo, existe também um modo de jogo onde o direcionamento da flecha, mas acredito que essa discussão vale mais a pena após explicar a pontuação.

Utilizando peças de tiles descritas anteriormente você vai conectar as partes de caminhos que existem em cada um dos tiles, tentando montar sempre o maior caminho para conectar um vagão da sua cor com qualquer estação da beirada do mapa ou do centro do mapa.

Ao finalizar um caminho que saía de um vagão e chegue numa estação você conta 1 ponto para cada caminho pelo qual aquele vagão passa até chegar na estação, e não cada tile. Isso é importante pois caso um caminho dê uma volta e passe pelo mesmo tile, esse tile será contado duas vezes. E além disso, caso você chegue numa estação central, no meio do tabuleiro, os pontos recebidos são dobrados.

E aí temos o que eu posso dizer como o primeiro problema desse jogo que pode levar alguém a não curtir ele tanto assim. Ter essa visão de para onde seus vagões estão indo e como maximizar sua pontuação é um tanto difícil, especialmente de acordo com que o jogo avança, e isso piora quando você joga o modo avançado em que você pode ignorar o sentido das flechas e virar a vontade. Eu e a minha noiva gostamos do nó na cabeça que o jogo dá, maaas já vi muita gente acabar não gostando desses nós e confusão dos caminhos.

Entrando no cenário das expansões, os trilhos centrais!

Eu ganhei a versão que vinhas com 4 expansões e a primeira que acho que vale a pena falar é os trilhos centrais.

Essas são tiles de vão em cima das estações centrais, assim as estações centrais e sua capacidade de dobrar pontos deixam de existir, MAS permite caminhos muito maiores e interessantes.

E aí entramos no problema dessa expansão, se você não gosta do nó que o jogo dá nos caminhos, algo que ajuda a dar mais nós não vai ser muito interessante. Se você gosta, essa expansão é possivelmente a melhor. Com as estações centrais é difícil passar de 20 pontos em um único caminho, com os trilhos centrais você consegue com uma certa facilidade chegar a 30 pontos num único caminho, sacrificando outros mas é possível.

Você pode combinar essa expansão com a expansão 3 ou a 4.

Uma expansão que te deixa se apoderar das estações centrais.

No jogo base, as estações centrais não possuem uma vagão, mas com essa expansão ao identificar que existe um caminho saindo do centro e que te parece interessante, você pode no lugar de alocar um tile reivindicar esse caminho com o vagão central da sua cor. Os pontos não serão dobrados, será apenas o caminho mesmo.

Essa é a expansão com a qual menos joguei, principalmente pela expansão dos trilhos centrais ser a minha favorita a com que mais jogo, e elas não vão juntas.

Você pode combinar essa expansão com a expansão 3.

Antes de começar o jogo você irá comprar 4 fichas viradas para baixo, uma bege, uma azul, uma vermelha e uma verde.

Ao final do jogo você revela a ficha, ela terá um número de uma e você poderá pontuar o caminho que chega na estação daquele número. Em outras palavras, seu amiguinho fez um caminho gigantesco? Ele pode ser também seu no final do jogo, basta ter a estação na qual o caminho chegou.

Você pode combinar essa expansão com a expansão 1 ou a 2.

Essa expansão muda completamente o jogo, no lugar de você ser uma cor fechada, você possui 4 cartas de ações que indicam quanto você possui de cada cor no jogo: 10%, 20%, 30% e 40%.

Você só pode 1 carta de cada porcentagem. Durante o seu turno você pode, no lugar de jogar um tile, trocar uma ação da sua mão com a ação aberta um comprar uma fechada do mercado.

Sua pontuação final é uma multiplicação entre a posição da cor nas pontuações e quantos por cento você possui daquela cor. Não vou detalhar aqui a matemática, mas o que isso gera é você poder apostar que uma cor vai muito bem e você ter uma grande porcentagem dela ou tentar diversificar e pontuar bem com várias cores.

O que esse modo gera também é que normalmente uma cor vai ser “sacrificada” fechando apenas caminhos pequenos para fortalecer as demais.

Eu gosto muito dessa expansão mas assumo que para jogar ela eu preciso estar com vontade, porque ela deixa o jogo bem mais complicado que sua versão base por conta de ter que pensar em múltiplas cores ao mesmo tempo.

Nota Mecânicas: ⭐⭐⭐

Como já deve ter ficado claro na conversa sobre as mecânicas, esse é um jogo sobre se dono de uma companhia de trens construindo caminhos para os seus trens passarem. Eu particularmente gosto desse tipo de temática, especialmente porque em vídeos games e coisas assim estou saturado de temáticas de fantasia medieval e é bom variar.

Então acho que a temática do jogo se mistura até bem com as mecânicas, mas não vejo que é uma coisa intrínseca, ou seja com uma temática diferente ainda vejo que as mecânicas funcionam sem precisar mudar muito. Ainda assim, gostei muito da temática escolhida.

Nota Temática: ⭐⭐⭐⭐

Os componentes são de uma boa qualidade, os tiles e vagões são de um papelão bem resistente e as cartas são de um material ótimo, a parte tátil desse jogo é realmente muito boa.

Esse foi o primeiro jogo que eu joguei que usava a volta dos tabuleiros para contar os pontos da partida e isso explodiu a minha cabeça completamente, tão simples, visual e eficiente que eu amo ver isso em qualquer boardgame até hoje.

E eu devo dizer que eu adoro as artes desse jogo, evocando a Belle Époque em Paris e ela fica lindíssima com os vagões, ações, caminhos e até a caixa. Aqui eu deixo claro que eu eu tenho o relançamento de 2017, não a versão original de 1997, por isso a arte dele é tão bonita, a versão original era um pouco mais feio na minha humilde opinião.

Acredito que o único problema que eu tenho é que as peças de vagões são muito pequenas e sinto uma certa dificuldade na organização inicial para colocá-los em sua posição inicial, mas é algo menor, não atrapalha tanto o jogo.

Nota Componentes e Estilo Artístico: ⭐⭐⭐⭐

Mesmo com sua bela arte eu tenho alguns problemas com a entrega visual do jogo. Da mesma forma que a pontuação na volta do tabuleiro é genial, as peças de vagões terem uma arte pequena é problema pois ao fechar um caminho você deve virar a peça para indicar que o caminho está finalizado, o que pode levar a uma confusão se algum caminho está aberto ou não.

O outro ponto é algo muito pessoal para cada pessoa. Como o foco do jogo é essa construção de caminhos e o nó que o jogo pode dar na cabeça, ele não faz muito para ajudar você a ver os caminhos que vocês está montando, levando a alguns momentos de pessoas paradas olhando fixamente para o tabuleiro tentando identificar onde seu caminho vai e decidir vale a pena colocar aquele tile nesse caminho ou não.

Nota Design Visual: ⭐⭐

Esse foi o primeiro board que minha noiva me deu, e por muito tempo foi o nosso único boardgame e jogamos à exaustão. Por isso tenho um carinho muito forte por ele e gosto demais dele. Mas não diria que é para todos, mas se você gosta de um jogo onde o desafio é maximizar os seus caminhos ao mesmo tempo que atrapalhar os demais, você vai se divertir muito com esse jogo.

  1. Nó na cabeça dos caminhos
  2. Qualidade das artes
  3. Expansão dos caminhos centrais
  4. Temática
  1. Peças não ajudam muito a se identifica
  2. Peças de vagões pequenas

MECÂNICAS E PONTUAÇÃO: ⭐⭐⭐
O quão bem as mecânicas e a jogabilidade estavam implementadas no jogo, de forma que jogar foi satisfatório.

TEMÁTICA: ⭐⭐⭐⭐
O quanto a temática é representada de forma interessante no jogo, sendo algo conversando com a arte e as mecânicas ajudando a expandir a experiência.

COMPONENTES E ESTILO ARTÍSTICO: ⭐⭐⭐⭐
O quanto toda a parte artística, a qualidade das peças e tato e visual ajuda na experiência do jogo

DESIGN VISUAL: ⭐⭐
O quanto é fácil entender o tabuleiro, o seu estado atual e o impacto das suas decisões.

NOTA FINAL: 13/ 20

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima