
DOOM(2016)
Neste incrível jogo de ação e sobrevivência ao terror, onde você é o terror e os inimigos estão tentando sobreviver a você, encarnamos Doom Slayer o soldado mais badass dos videogames.
Mecânicas
FPS
Como em todos os Dooms antes dele, este é um jogo de tiro em primeira pessoa usando as armas que você encontra para derrotar os demônios que invadiram Marte, ou quando você invadir o inferno.
Interessante ressaltar que este jogo cai na categoria de “Boomer Shooter” que são esse jogos de FPS num modelo mais clássico e mais rápido, algo que trabalha muito a favor do jogo e de seu fator de diversão.
Poucas Armas
E além da velocidade de movimento, esse é um jogo que foca em poucas armas, mas cada uma com um uso muito único. Nós temos:
- Pistola, fraca mas com munição infinita
- Shotgun de Caça, forte em combates mais corpo a corpo
- Metralhadora, atirando super rápido mas com um dano um pouco menor
- Rifle de plasma, atirando rajadas de energia mas não tão rápido quanto a metralhadora
- Lança Mísseis, lança foguetes que são um pouco lentos, mas que explodem e causam dano em área
- Cano serrado, uma shotgun com mais dano, tiro mais espalhado e que a cada tiro tem que recarregar
- Metralhadora Giratória, de acordo com que começa a girar ela vai pegando velocidade e vai atirando cada vez mais rápido, em contrapartida a essa demora para pegar velocidade causa mais dano
- Canhão Gauss, Um tiro de energia tão forte que te lança para trás a cada tiro.

Para cada uma dessas armas ainda temos 2 opções de upgrades que contam como uma opção secundária que fica no botão direito do mouse, coisas como mini mísseis na metralhadora, uma explosão de energia do rifle de plasma, você não conseguir se mover para praticamente deletar inimigos com o canhão gauss.
Como cada arma tem duas opções, vira uma questão de gosto pessoal mesmo e como você prefere jogar.
Além dessas armas temos a Serra elétrica e a BFG. Essas duas são armas que não fazem parte do conjunto principal, e que estão sempre disponíveis com usos bem mais limitados.
A serra elétrica consome combustível para dar basicamente um hit kill num inimigo, mas ao usar ela para matar o inimigo ele dropa muita munição e vida, sendo uma forma de se recuperar.
Já a BFG segue a clássica forma da arma dos demais DOOMs, um tiro de uma esfera verde que solta pequenos raiozinhos que se conectam a vários inimigos no mapa. Quando a esfera verde se desfaz, todos os inimigos tocados por ela morrem numa explosão.
Isso só não acontece com chefes que ficam paralisados no lugar de morrer instantaneamente, mas é compreensível o porquê disso.
Munição Limitada
E seguindo a trend de Boomer Shooter, esse é um jogo de munição limitada. Algo importante a se relatar é que não é um jogo onde as armas possuem um magazine limitado e que você precisa apertar um botão de recarregar.
Todas armas sempre tem uma barra de munição e que ao usar essa barra diminuí, ao zerar aquela arma está sem munição e você tem que achar mais no mapa de alguma forma. Você não perde tempo com animação de recarga.
A “recarga” acontece apenas com o cano serrado como uma espécie de cooldown a cada tiro para balancear o fato dela causar mais dano.
No começo assumo que virei o nariz para isso, mas ao jogar percebi o quão brilhante era te levando a trocar de arma para poder ter como combater, buscar munição na arena de combate e unido ao Glory Kill que ainda vou explicar, essa mecânica leva a um jogo veloz em que você está sempre em movimento, ágil e viciante.
Power-Ups
Em alguns mapas você pode encontrar Power-Ups, esferas brilhantes que, ao pegar elas, você recebe um poder extra de forma temporária e isso pode mudar a forma com que você enfrenta os inimigos.
Os seus power-ups são:
- Invencibilidade: Todo dano causado a você é ignorado pela duração do power-up
- Velocidade: Tanto a sua velocidade de movimento, quanto todas as suas animações, como troca de arma, glory kill e tudo mais são aceleradas, te permitindo fazer mais em menos tempo.
- Quad-damage: O dano de todos os seus ataques é multiplicado por 4, fazendo com que algumas armas praticamente deletem inimigos com poucos tiros
- Frenesi/Berserk: A verdadeira forma do Doom Slayer, onde você deixa suas armas de lado e vai na mão com os demônios, e cada soco é uma Glory Kill diferente, ou seja, por um curto intervalo de tempo, todos os seus ataque são hit kill
Não é sempre que você encontra os power-ups nas arenas, mas sempre que você encontra é muito divertido de usar.
Glory Kills
Ao causar dano suficiente a um inimigo, ele não morre, ele entra num estado de stun e fica brilhando. Nesse estado, se você realizar um ataque corpo-a-corpo você realiza uma animação chamada Glory Kill!
A animação pode mudar dependendo se você pulou no inimigo, se mirou em uma perna, se atacou pelas costas e etc.
Ao executar um inimigo com uma Glory Kill, ele dropa mais vida e munição do que se você tivesse simplesmente atirado nele.
Com esse dois fatores a Glory Kill se torna uma das melhores mecânicas do jogo. Primeiro por ser um incentivo ao estilo de jogo agressivo do Doom, com você indo para recuperar vida e munição. Segundo, como desafio de habilidade para encaixar o Glory Kill que você quer. Terceiro você se sente muito badass matando um demônio na porrada.

Runas
Runas são alguns efeitos passivos que você pode equipar até no máximo 3 runas ao mesmo tempo. Algumas dessas runas aumentam dano, outras te permitem ganhar mais munição ao derrotar inimigos.
Com isso você possui uma certa possibilidade de construir uma build para jogar como você preferir. Por exemplo, eu joguei com uma runa que fazia os inimigos ficarem em stun para glory kill por mais tempo.
Minha segunda era uma runa que fazia com que ao matar um demônio com Glory Kill, ele droparia armadura e a terceira fazia com que se eu tivesse 75 ou mais de armadura eu teria munição infinita em todas as armas base, veja a maldade dessa build.
Level Design e Segredos
O level design desse jogo é algo realmente impressionante, os mapas são pelados entre sessões de exploração e combate. As sessões de combate acontecem em mapas abertos que permitem grande movimento e mobilidade para desviar de ataques inimigos e atacar eles de surpresa dando a volta neles. Nesses mapas que normalmente você encontra o power-ups e munição espalhada para você se manter ativo no combate.
Normalmente as sessões de exploração são mais corredores com poucos inimigos e cheios de segredos. Você até tem um mini mapa que mostra onde está o segredo, mas como chegar lá é um trabalho seu. Esses segredos são um pouco de tudo, desafios de runas para desbloquear novas runas, armaduras Pretoras para ter upgrades a na sua própria armadura, ou pequenos bonecos colecionáveis do Doomguy.
Isso cria uma situação onde, honestamente, não existe caminho errado, todo caminho te leva para algum lugar, te leva para algum segredo ou para a missão e torna a exploração do mapa algo muito recompensador.
Meus problemas com o level design são 2 só:
- A fases no inferno eu achei um tanto chatas por conta dos portais, preferi os mapas nas bases de marte
- Mais para o final do jogo, essa expansão do jogo se perde essa possibilidade expansiva e vira mais um corredor reto, o que não é inerentemente um problema, mas quando eu estava me divertindo com a exploração, achei triste.
Variedade de Inimigos
Os inimigos são os clássicos de Doom, possuídos, cavaleiros do inferno, Mancubus, Cacodemon, Rosado(nunca superei o fato de existir um demônio chamado Pinky) e etc…
Embora exista alguns casos demônios que são simples upgrades, como o Cyber-Mancubus, em geral existe uma variedade legal e o fato de cada inimigo funcionar de forma diferente te leva a ter que adaptar sua estratégia de combate quando dois inimigos diferentes te atacam ou quando dois iguais e um terceiro diferente vem juntos.História ok
UI fora dos menus não sendo de grande auxílio
Nota Mecânicas: ⭐⭐⭐⭐⭐
História
Doom não é o jogo com a história mais complexa de todas, afinal é Doom, você só precisa de um motivo para atirar em demônios e seguir em frente.
De forma resumida, a humanidade começou a explorar o INFERNO como fonte de energia renovável(sério que achou que isso seria uma boa ideia?) e então Olivia Perce, umas das cientistas que fazia parte da equipe de exploração do Samuel Hayden UAC, acaba sendo seduzida pelo inferno(como alguém obviamente seria) e decide trazer o inferno até a nossa realidade como a promessa de poder.
Vendo isso acontecer, Samuel Hayden vai atrás de uma tumba onde os próprios demônios relatam a presença de uma força capaz de parar o inferno, nessa tumba estava você, Doom Slayer.
Agora você irá atrás de Olívia para impedir o seu plano de trazer o inferno para nossa dimensão, e você consegue, mas Hayden te trai no final do jogo, tentando ele ainda extrair poder do inferno.
Nota História: ⭐⭐⭐
Estilo artístico
Este jogo possui um estilo artístico igualmente realista e exagerado. Ao mesmo tempo que é visivel que foram por uma linha mais realista nos gráficos, coisas como proporções do Doom Slayer são exageradas, assim como as armas, sério não tem como um ser humano normal segurar aquelas coisas.
Da mesma forma os inimigos também foram seguindo um design mais realista e unificado entre eles, algo que já vi que nos jogos seguintes se perdeu e mudaram para um estilo mais próximo dos Dooms originais sendo mais caricato, e assumo que prefiro o estilo coeso de Doom 2016.
Mas é claro, realista com sangue por toda parte, pilares de carne demoníaca, energia vermelha do inferno para toda parte, coisas tranquilas de uma terça-feira pacata e chuvosa.

Nota Estilo Artístico: ⭐⭐⭐⭐
Apresentação das informações
Sobre a UI do jogo, quando você está com o mapa e ponto de upgrades abertos, o jogo deixa tudo bem explicado e claro. O mapa em si é meio confuso quanto ao posicionamento dos segredos, mas não vejo isso como um problema pois achar os segredos é a parte divertida da coisa.
Mas honestamente vida, escudo e munição, constantemente ignorava, só via quando virava um problema e achei um tanto pequeno.
Outro ponto é que itens como Serra Elétrica, granadas e BFG, armas que são acessadas com botões específicos do teclado, não tinham um indicativo em tela de qual botão apertar para ativar aquelas armas. Poderia ser algo no lado das cargas das duas, só o botão que você aperta para ativar. Pois você tem que lembrar de cabeça depois de abrir o menu e ver qual é o botão.
(Nesse momento eu acredito que seja bom deixar claro que joguei no mouse teclado que eu prefiro para jogar FPS em geral)
Essa falta de lembrança não só me levou a embaralhar a Serra Elétrica e a BFG algumas vezes, como me fez ignorar as granadas por completo.
Nota Design: ⭐⭐⭐
Visão Geral
Doom 2016 é o brilhante renascimento dessa franquia maravilhosa, com um combate frenético e extremamente divertido e tendo um mapa tão legal de explorar que levou a mim, uma pessoa que não é surtada em platinar jogos, a caçar segredos só para extrair o máximo de conteúdo do jogo só para conseguir jogar e aproveitar mais.
O que eu gostei do jogo?
- Combate frenético
- Armas
- Level Design
- Segredos
- Velocidade
O que eu gostei do jogo?
- História ok
- UI fora dos menus não sendo de grande auxílio
- Fases no inferno mais fracas que as em marte
Notas do jogo
MECÂNICAS E JOGABILIDADE: ⭐⭐⭐⭐⭐
O quão bem as mecânicas e a jogabilidade estavam implementadas no jogo, de forma que jogar foi satisfatório.
HISTÓRIA E PERSONAGENS: ⭐⭐⭐
O quanto a história cumpre seu papel no jogo(seja como contexto ou como foco principal), e quão clara e bem comunicado isso é e quão interessante é
ARTES, MÚSICAS: ⭐⭐⭐⭐
O quanto toda a parte artística, a qualidade das peças, a música, sons, tato e visual ajuda na experiência do jogo
DESIGN VISUAL: ⭐⭐⭐
O quanto a UI e as informações estavam claras e me ajudavam a entender o jogo, sua história e jogabilidade.
NOTA FINAL: 15⭐ / 20⭐